in www.dnoticias.pt/impressa/diario/economia/2012-04-26
O tecido empresarial regional é composto, sobretudo, por micro empresas de cariz familiar, situadas nos sectores mais tradicionais da economia (comércio, serviços, pequena indústria e agricultura). São empresas que foram fundadas e geridas por um único membro da família, constituindo importantes pólos geradores de emprego e dinamizadores da pequena economia local. Estas empresas garantiram, durante décadas, o sustento de várias famílias e possibilitaram o bem-estar geral de várias gerações. Porém, são empresas com modelos de gestão fechada, extremamente vulneráveis a qualquer mudança, tornando-se facilmente moribundas e desorientadas se o seu fundador não conseguir profissionalizar a gestão para enfrentar o novo modelo económico. Estes empresários – homens de grande coragem e valor – devem olhar e perceber as alterações do momento. Enfrentam, agora, um mercado mais exigente e dinâmico, uma economia aberta e concorrencial e um Estado bem mais atento, exigente e até mesmo repressor. Não adianta choramingar e apelar a um regresso ao passado. Pelo contrário, estes empresários devem aproveitar os recursos que construíram ao longo das últimas décadas, com o suor do seu trabalho, e tentar construir um novo modelo de gestão aberta dos seus negócios, com a intervenção de profissionais que consigam eliminar as ineficiências ou vícios do negócio e implementar novas directrizes comerciais, mais dinâmicas e modernas, capazes de dar resposta às necessidades e exigências do mercado. Só assim poderão continuar a gerar riqueza e distribuí-la às gerações seguintes. Estes novos modelos de gestão devem ser construídos através da abertura da gestão e do capital das empresas a terceiros, por via de parcerias, da contratação de profissionais, de prestadores de serviços externos ou outros. É uma análise casuística que cada empresário fará. Mas tudo começa por uma urgente abertura de mentalidade!